






Quem chega a Bruxelas de avião nota, logo no aeroporto, uma marca de um dos mais célebres heróis da BD franco-belga. Um modelo do foguetão que “levou” Tintin à Lua bem antes da Nasa almejar o mesmo feito na missão Apollo XI de 1969, acolhe os visitantes que, pela cidade, terão fartos motivos para reconhecer que estão numa das capitais mundiais (senão mesmo “a” capital) da banda desenhada, tantas que são as representações de heróis em paredes de prédios espalhados pelos vários bairros da cidade como pelo Centre Belge de la BD, que inclui o Museu da Banda Desenhada, paragem de referência no mapa dos museus de Bruxelas. Porém, não imagino amante da BD que visite a cidade e deixe escapar o Museu Hergé. Fica fora de Bruxelas, é certo, a perto de uma hora de comboio. Mas a “escapadela” vale a pena. A arquitetura do edifício, assinada por Christian de Portzamparc, destaca-o entre o arvoredo do Parc de la Source. Lá dentro, os interiores desenhados por Joost Swarte servem salas que acolhem uma vasta coleção que explora o percurso profissional de Georges Remi (1907–1983), ou seja, Hergé, incluindo trabalhos na publicidade e outras criações anteriores ao pequeno repórter que deu primeiros passos nas páginas do “Le Petit Vingtième” em 1929. É todavia sem surpresa que é Tintin e os seus companheiros de aventuras, quem depois domina o espaço e a coleção, que inclui pranchas originais, esboços, modelos e não só, terminando com uma série de capas de edições de álbuns nas mais variadas línguas que sublinham a dimensão global da sua expansão. Dos 7 aos 77 anos, sim… mas por todo o mundo também.

Anyone arriving in Brussels by plane will notice, right at the airport, a mark of one of the most famous heroes of franco-belgian comics. A model of the rocket that “took” Tintin to the Moon long before NASA aimed for the same feat in the 1969 Apollo is there to welcome us. Brussels can be named Europe’s capital of comics, so many that there are representations of comic heroes on the walls of buildings spread across the various neighborhoods of the city. A city that also houses the Center Belge de la BD (which includes the Cartoon Museum), a recommended stop to make if you are about to stroll around Brussels museums. However, I can’t imagine a comic book lover visiting the city and missing the Hergé Museum. It’s outside of Brussels, about an hour away on a train ride. But the “getaway” is worth it. The architecture of the building, designed by Christian de Portzamparc, makes it stand out among the trees of Parc de la Source. Inside, the interiors designed by Joost Swarte serve as rooms that house a vast collection that explores the professional career of Georges Remi (1907–1983), that is, Hergé, including works in advertising and other creations prior to the birth of the young reporter who took his first steps in the pages of “Le Petit Vingtième” in 1929. It is, however, no surprise that it is Tintin and his fellow adventurers, who later dominate the space and the collection, which includes original plates, sketches, models and more, ending with a series of album covers in the most varied languages that highlight the global dimension of its expansion. From 7 to 77 years old, yes… but all over the world too.

Musée Hergé
Rue du Labrador 26, 1348 Ottignies-Louvain-la-Neuve, Bélgica
Informações no site oficial em https://www.museeherge.be/en
O museu fica no centro de Louvain La Neuve, a cerca de uma hora de viagem de comboio a partir de Bruxelas. Da estação de comboios ao museu o percurso a pé dura cerca de seis minutos.
The museum is in the center of Louvain La Neuve, about an hour’s train ride from Brussels. From the train station to the museum it takes a six minutes walk.
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