Histórias Brasileiras

MASP, São Paulo (2022)


Estive em São Paulo em 2022 para, precisamente ali, acompanhar as celebrações dos 200 anos da independência do Brasil. Vários museus e espaços culturais da cidade propunham então pontos de vista sobre esta mesma data. O Museu de Arte de São Paulo (e todos lhe chamam MASP) apresentava então a exposição temporária “Histórias Brasileiras” que, de certa forma, encarreirava uma linha de olhares reflexivos que o próprio museu já havia feito em anos recentes em projetos como “Histórias da infância” (2016), “Histórias da sexualidade” (2017), “Histórias afro-atlânticas” (2018), “Histórias das mulheres, Histórias feministas” (2019) ou “Histórias da dança (2020)”. Na verdade esta e outras exposições então patentes em museus de São Paulo não fechavam a sua razão de ser nos 200 anos da independência, juntando à sua razão de existir outras mais coincidências: os centenários da  anos da Semana de Arte Moderna e da morte do escritor Lima Barreto e ainda os 100 anos do nascimento dos artistas Judith Lauand e Rubem Valentim. As “Histórias brasileiras”, explicava o texto que apresentava a exposição no MASP, “são histórias complexas, contraditórias, múltiplas, fragmentadas, incompletas”. Entre as salas do MASP que a acolhiam, uma acima do solo, outra na zona inferior do museu, que abre janelas para a Praça Geremia Lunardelli, aos adjetivos (certeiros) juntavam-se técnicas distintas e objetos variados que sublinhavam a enorme diversidade de origens, cruzamentos e identidades destas mesmas histórias. 

I was in São Paulo in 2022 to follow the celebrations of the 200th anniversary of Brazil’s independence. Several museums in the city were displaying views on this same date. São Paulo Museum of Art (everyone calls it MASP) presented these days “Brazilian Stories” an exhibition which, in a certain way, followed a line of reflective views that the museum itself had already done in recent years in projects such as “Stoties of childhood” (2016), “Stories of sexuality” (2017), “Afro-Atlantic stories” (2018), “Women’s stories, Feminist stories” (2019) or “Dance stories (2020)”. In fact, this and other exhibitions then on display in several São Paulo museums did not conclude their reason for being in the 200 years of independence agenda, adding to their concepts four centenaries: those of the famous Modern Art Week, the death of writer Lima Barreto and also the birth of artists Judith Lauand and Rubem Valentim. “Brazilian Stories”, as explained in the text that presented the MASP exhibition, “are complex, contradictory, multiple, fragmented, incomplete stories”. Among MASP rooms that housed it, one above ground, another in the lower part of the museum, which opens windows onto Praça Geremia Lunardelli, these ideas were joined by distinct techniques and varied objects that highlighted the enormous diversity of origins, intersections and identities of these same stories.

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